segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Prefeitura da Cidade do México proíbe uso de sacolas plásticas

A prefeitura da Cidade do México, uma das maiores metrópoles do mundo, proibiu na última semana o uso de sacolas plásticas, decisão que inclui o estabelecimento de multas que variam de US$ 4.400 a 90.000 para as empresas que fornecerem sacos de plástico aos clientes, além da suspensão da entrega desse material por parte de supermercados e lojas.

Segundo uma fonte da prefeitura, a decisão está em conformidade com uma lei aprovada em agosto de 2009, "que visa desencorajar o plástico, um dos principais resíduos sólidos poluentes". No entanto, as autoridades do órgão municipal esclareceram que as sanções não serão executadas imediatamente, mas que as denúncias serão avaliadas após a apresentação de queixas e de visitas às lojas infratoras.

De acordo com a prefeitura, a proibição busca incentivar a utilização dos chamados "carrinhos de mercado" e o reuso das sacolas plásticas que as pessoas tenham em casa. A Cidade do México possui 8.700.000 habitantes.

O deputado Luis Alberto Couttolenc, do Partido Verde, explicou à agência de notícias AFP que a medida tem sido criticada pelas empresas, que alegam que a lei proíbe que se "dê" sacos de plástico e "os estabelecimentos comerciais deixam claro que o valor da sacola está embutido no preço dos produtos".

O parlamentar acrescentou que trabalhará reformas na legislação durante as próximas semanas a fim de estabelecer o uso de sacolas de plástico recicláveis, a separação dos resíduos orgânicos e inorgânicos, e outras alternativas sustentáveis.


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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Micro e pequenas empresas agregam sustentabilidade como valor

Os micro e pequenos empreendimentos representam, atualmente, 99% das empresas brasileiras e empregam mais de 50% da mão de obra nacional, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Ao contrário do que se possa imaginar, estas organizações também investem em sustentabilidade para agregar valor de mercado e contribuir com a preservação do meio ambiente.

Para o gerente da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia (UAIT) do Sebrae, Edson Fermann, a sustentabilidade pode ser entendida como uma forma pela qual os pequenos negócios se tornarão competitivos. "A pequena empresa moderna, inovadora, tem que começar a se preocupar com a sustentabilidade do meio ambiente, com o ciclo de vida dela, com o tipo de serviço e a forma como ela realiza. Isso vai ser o diferencial dessa empresa em relação as outras."

De acordo com Fermann, a aplicação de práticas sustentáveis pelas micro e pequenas empresas também diz respeito à própria sobrevivência, uma vez que o mercado já começa a valorizar esse tipo de visão. Segundo ele, esse ponto precisa ser analisado sob dois aspectos. O primeiro vê a sustentabilidade ambiental como um novo negócio, o segundo considera o conceito como vital para "continuar no jogo".


Na mesma linha, Carla Virgínia Lima Costa, da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae Nacional, destacou que embora o conceito de sustentabilidade esteja na moda, ele ainda segue relativamente distante da realidade das micro e pequenas empresas. "Queremos traduzir essa tendência para o cotidiano das empresas e criar oportunidades economicamente viáveis por meio de negócios sustentáveis”, acrescentou.


Exemplos

Empresas de pequeno e médio porte de diversos setores da economia já aplicam a sustentabilidade, de alguma forma, em todo o Brasil. São panificadoras, fábricas de cerâmica e até mesmo lojas de autopeças, que além de ampliar a rentabilidade do negócio contribuem com o meio ambiente e as gerações futuras. "O Sebrae tem trabalhado nos estados com a questão da produção mais limpa e a eficiência energética. Pode parecer pouco aplicar isso em uma padaria, por exemplo, mas os resultados apontam para a redução do desperdício de eletricidade e lenha", exemplificou Fermann.

Desde abril de 2008, a cerâmica vegetal, feita a partir de sementes de frutos típicos do Norte como o açaí, o tucumã e até mesmo do ouriço da castanha (o ouriço é o fruto da castanheira que contém de 11 a 22 castanhas) está sendo fabricada no Amazonas por pequenas empresas e comercializada para revestir paredes e móveis. Segundo o engenheiro agrônomo e mestre em Sistemas Florestais, Aguimar Simões, a matéria-prima é considerada resíduo florestal não madeireiro e tem capacidade de se transformar em revestimentos especiais comparáveis, em beleza e qualidade, aos melhores porcelanatos comercializados atualmente.

Todo o processo produtivo da cerâmica vegetal do Amazonas é considerado ecologicamente correto, pois aproveita os resíduos da floresta para a geração de produtos usados em decoração de interiores e com aparência exclusiva. A Agrocon Revestimentos da Amazônia, de propriedade de Simões, pretende exportar os produtos para Estados Unidos e França ainda em 2010.


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